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    Toca-disco

    Reis magos Blues
    Moziel T. Monk*
    21/03/2013




    Enquanto os católicos deste país discutem, com muita urgência e necessidade, se Deus é brasileiro, já que o papa é argentino, os adeptos da religião pagã do blues mantêm-se tranquilos, certos da procedência de seus líderes na Terra. Na Igreja de Eric Clapton dos Santos dos Últimos Acordes, há também três reis magos:

    B.B. King (1925-)

    Rei mais conhecido e ainda na ativa, não obstante seus quase 90 anos, Riley Ben King é a imagem do blues impressa no inconsciente coletivo, inclusive daqueles infiéis que ainda não conhecem a Palavra. A explicação que se costuma dar para a alcunha “Lucille”, de sua guitarra Gibson, é a de que foi atribuída após ele resgatar o instrumento de um incêndio num inferninho onde tocava, nos anos 1940. O fogo foi causado por uma briga entre dois homens. O motivo? Uma mulher chamada Lucille, obviamente. Seu último álbum, “One kind favor”, é de 2008. Ano passado, lançou um DVD ao vivo, “Live at The Royal Albert Hall”, e foi objeto do documentário “B.B. King: The life of Riley”. Nada mau para um octogenário. Este vídeo traz sua participação no “Crossroads Guitar Festival 2010”, quando encerrou o evento capitaneado por Eric Clapton em uma memorável jam session.

    Freddie King (1934-1976)

    Os bons morrem jovens, principalmente quando têm úlcera e suas dietas são baseadas quase que somente em Bloody Marys. Freddie nasceu no Texas, mas ainda na adolescência foi morar em Chicago, onde sofreu toda a influência do emergente Blues Elétrico. Tinha uma maneira peculiar de tocar guitarra: com a alça pendurada no ombro direito, sem atravessar o peito, e usando duas palhetas – uma no polegar, outra no indicador. Eric Clapton chegou a declarar que foi Freddie quem o ensinou a “fazer amor” com uma guitarra. Aqui, um de seus mais conhecidos blues, que o próprio Clapton tocou em diversas ocasiões.

    Albert King (1923-1992)

    Um canhoto gigante (quase dois metros de altura), empunhando uma Gibson Flying V, Albert King foi uma daquelas figuras que influenciaram músicos tornados mais conhecidos do que ele, como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Gary Moore e o sempre presente Eric Clapton. Seu disco mais conhecido é o clássico “Born under a bad sign”, de 1967, um verdadeiro hino dos azarados. Outro de seus memoráveis trabalhos é o dueto que fez com Stevie Ray Vaughan em “In session”, lançado postumamente em 1999. A música do mp3 abaixo, “Wild women”, é do disco “Door to door” (1990), em que Albert toca com Otis Rush. Amém.





    * Faixa extraída do CD “Door to door” (Universal/2003)

    @blodega


    * Moziel T.Monk vive em Pernambuco e é autor do Blodega.


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