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    A miserável vida dos primitivos antes do Advento (trecho)


     (...) além disso, os seres humanos do século XX antes do Advento pareciam ter um apreço todo especial por algo que hoje sabemos ser um evidente absurdo. Documentos encontrados em ruínas de grandes salões capazes de armazenar milhares de livros, chamados “bibliotecas”, mostram que os seres humanos daquele tempo adoravam uma espécie de entidade divina onipresente, mas não onisciente e muito menos onipotente, chamada “democracia”.

    Arqueólogos não sabem ao certo como o ser humano passou a idolatrar a democracia. A teoria mais consistente diz que, no século XXII antes do Advento, houve um grande conflito no continente até então chamado Europa, a partir do qual ideias democráticas se disseminaram para outros lugares. Eles defendiam valores que hoje qualquer criança é capaz de refutar com facilidade (graças aos nossos potentíssimos microscópios neuronais), como igualdade, liberdade e fraternidade.

    Desde o Advento, filólogos especialistas nas grandes línguas mortas da Segunda Antiguidade têm debatido o sentido desses três vocábulos que aparecem não apenas em fragmentos de papel como também em ruínas de grandes estruturas de pedra supostamente construídas para celebrar a democracia.


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    Apesar de todas as características religiosas, eruditos chegaram recentemente à conclusão indubitável de que a democracia não era uma religião. Ao menos não como hoje entendemos as religiões desses povos primitivos. Primeiro porque à democracia faltava um deus. GOG29UY, professor de Bobagem Histórica Aplicada da Escola Técnica de Bhaktivedanta, diz em seu polêmico livro “Eram os Deuses Idiotas?” que os humanos primitivos que adoravam a democracia tinham em suas casas imagens de ídolos que funcionavam como deuses, mas não eram deuses, ao menos não no sentido contemporâneo. “As ruínas de uma grande metrópole chamada SP, localizada na antiga floresta do Brazyu, contêm afrescos de guerreiros primitivos chamados ‘líderes’, que pareciam professar a democracia de forma mais ou menos religiosa, prometendo milagres (acasos intencionais) que jamais eram cumpridos”.

    Um dos aspectos mais intrigantes da tal democracia era um ritual sazonal que parecia mobilizar os primitivos em grande quantidade, chamado “eleizoez”. ZEBUM$%4, filho do inesquecível ZEBUM$%3, descreve o ritual em seu livro “Putaquepariu, como os primitivos eram imbecis!”, considerado a principal obra de referência sobre aqueles tempos sombrios a que chamados de Segunda Antiguidade. “De quatro em quatro voltas da Terra em torno do Sol, os primitivos escolhiam os Primitivos Melhores do que os Piores num ritual demorado e muitas vezes violento chamado ‘eleizow’ ou ‘eleizoez’. Neste período, eles se dividiam em grupos chamados ‘phartyd0s’ e se digladiavam com palavras, cada qual tentando provar ao outro que era mais digno de controlar o poder da democracia”.

    Dispositivos magnéticos rudimentares chamados ‘computadores’, encontrados cinco séculos depois do Advento numa região chamada UZ, hoje desértica e inóspita, mas que os cientistas acreditam ter sido muito populosa já nos últimos decênios da Segunda Antiguidade, intrigam os arqueólogos há centenas de anos. Neles há registros de que, apesar de adorada e celebrada por primitivos, a democracia não era uma unanimidade entre eles. Ao contrário, era motivo de guerras nas quais, pasmem!, os seres humanos se eliminavam, às vezes em grande quantidade, pelo direito ou não de escolher os Primitivos Melhores do que os Piores.

    Outra característica dos povos primitivos que intriga estudiosos e ao mesmo tempo causa repulsa em nossos contemporâneos é o apego de certos povos a uma cerimônia íntima chamada “seczo”. (...)


    paulo polzonoff jrPaulo Polzonoff Jr.

    Jornalista, crítico literário, tradutor e escritor, autor de "Manuel Bandeira" (2006) e "O Homem que Matou Luiz Inácio" (e-book, 2016).



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